

Uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio do CyberGAECO, deflagrou a operação “Safe Haven”, com o objetivo de investigar crimes de extrema gravidade relacionados à produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
A ação integra um esforço contínuo das autoridades para combater crimes cibernéticos que atingem diretamente crianças e adolescentes, especialmente aqueles praticados em ambientes digitais, onde os criminosos tentam se esconder por trás do anonimato.
As investigações tiveram início a partir de informações repassadas por órgãos especializados no combate a crimes cibernéticos, revelando a atuação de suspeitos envolvidos na disseminação de conteúdos ilícitos. Ao longo da apuração, foram reunidos indícios de que alguns investigados não apenas armazenavam e compartilhavam esse tipo de material, mas também poderiam estar diretamente ligados à sua produção.
A operação cumpriu mandados judiciais com foco na coleta de provas, como dispositivos eletrônicos e arquivos digitais, fundamentais para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
Em ações semelhantes conduzidas pelo CyberGAECO, já foram encontrados volumes expressivos de conteúdo ilegal — em um dos casos, mais de 1.700 vídeos com material de exploração sexual infantil foram apreendidos, evidenciando a dimensão e a gravidade desse tipo de crime.
Esse cenário reforça o alerta das autoridades sobre a atuação de redes criminosas organizadas, que utilizam a internet para produzir, armazenar e distribuir esse conteúdo de forma sistemática.
O CyberGAECO é um núcleo especializado que atua no enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual, integrando diferentes forças de segurança, como Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar. Seu foco é identificar, prevenir e reprimir infrações penais digitais, incluindo aquelas que violam gravemente os direitos de crianças e adolescentes.
A operação “Safe Haven” reforça o compromisso institucional com a proteção da infância e evidencia a importância da denúncia e da atuação conjunta entre órgãos públicos para desarticular esse tipo de crime.
Devido à natureza sensível dos fatos e à necessidade de preservar a integridade das investigações, o caso segue sob sigilo judicial. Novas informações deverão ser divulgadas apenas após autorização das autoridades competentes.
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