

Por Moisés Bambinetti Iza
O celular deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação. Hoje, ele concentra informações pessoais, fotografias, documentos, conversas, contas bancárias, redes sociais e dados profissionais. Essa concentração de informações também transformou os smartphones em um dos principais alvos dos criminosos digitais.
Os golpes estão cada vez mais convincentes. O criminoso pode se apresentar como funcionário de banco, empresa, órgão público, plataforma digital ou até mesmo como um amigo ou familiar. Em muitos casos, utiliza informações verdadeiras sobre a vítima para construir uma abordagem aparentemente legítima.
Segundo o Ministério das Comunicações, o phishing é uma das técnicas utilizadas para induzir pessoas a fornecer dados pessoais, bancários ou informações de acesso por meio de mensagens, e-mails, aplicativos de mensagens, redes sociais, ligações, QR Codes e páginas falsas.
Uma mensagem como "detectamos uma atividade suspeita em sua conta" pode parecer apenas um alerta de segurança. O problema começa quando ela vem acompanhada de um link, pedido de senha ou solicitação de código de autenticação.
O objetivo do criminoso é criar urgência.
Quanto menos tempo a vítima tiver para pensar, maior a possibilidade de clicar, responder ou fornecer uma informação.
O falso suporte é um exemplo clássico. O criminoso afirma que existe um problema na conta e pede que a vítima confirme seus dados ou informe um código recebido no celular.
A regra é simples: código de autenticação, senha e PIN não devem ser compartilhados com terceiros.
A fraude não depende necessariamente de um e-mail. Links maliciosos podem chegar pelo WhatsApp, SMS, redes sociais ou até por mensagens enviadas por uma conta conhecida que tenha sido comprometida.
Há inclusive registros oficiais de campanhas que utilizam o WhatsApp para distribuir arquivos maliciosos, inclusive por meio de contas comprometidas.
Por isso, mesmo quando a mensagem vem de alguém conhecido, é importante avaliar o conteúdo e o comportamento da mensagem, e não apenas o nome ou a fotografia do contato.
1. ATIVE A AUTENTICAÇÃO EM DOIS FATORES
Adicione uma camada extra de segurança às contas que oferecem essa opção.
2. NÃO COMPARTILHE CÓDIGOS
Códigos recebidos por SMS, WhatsApp ou aplicativo autenticador devem permanecer em sigilo.
3. NÃO CLIQUE POR IMPULSO
Se uma mensagem pedir para acessar um link, abra o aplicativo ou site oficial diretamente.
4. CONFIRME PEDIDOS DE DINHEIRO
Se alguém conhecido solicitar um Pix ou transferência, confirme a identidade por outro canal.
5. MANTENHA TUDO ATUALIZADO
Sistema operacional, aplicativos e ferramentas de segurança devem estar sempre atualizados.
Essas medidas estão alinhadas às recomendações de segurança divulgadas por órgãos como Ministério das Comunicações, Anatel e Polícia Federal.
• Urgência: "faça agora", "última oportunidade" ou "sua conta será bloqueada".
• Pedido de código: alguém solicita senha, PIN ou código de autenticação.
• Link suspeito: o endereço não corresponde ao site oficial.
• Benefício inesperado: prêmio, reembolso, desconto ou dinheiro fácil.
• Falso atendimento: alguém entra em contato inesperadamente dizendo ser suporte técnico.
O primeiro passo é não entrar em pânico.
Se uma senha foi fornecida, altere-a imediatamente. Se houver suspeita de comprometimento de uma conta, verifique os dispositivos conectados e ative a autenticação em dois fatores.
Caso exista movimentação financeira suspeita, comunique imediatamente o banco ou a instituição responsável.
Também é importante preservar as evidências: prints, números de telefone, links, e-mails, conversas, comprovantes, horários e demais informações relacionadas ao golpe.
Esses registros podem ser importantes para uma eventual denúncia ou investigação. O Ministério das Comunicações recomenda reunir mensagens, links e capturas de tela e, conforme o caso, registrar boletim de ocorrência.
A tecnologia evolui, mas os criminosos também.
Por isso, segurança digital não significa apenas instalar um antivírus ou criar uma senha forte. Significa desenvolver o hábito de verificar antes de confiar.
Antes de clicar, responder ou realizar uma transferência, faça três perguntas:
Eu estava esperando essa mensagem?
Tenho certeza de quem está falando comigo?
Posso confirmar essa informação diretamente pelo canal oficial?
Se a resposta for "não", pare.
NÃO CLIQUE. NÃO FORNEÇA. VERIFIQUE.
O criminoso pode criar uma página falsa, utilizar um logotipo verdadeiro e até conhecer seu nome. O que ele não deve conseguir é fazer você agir sem verificar.
Na internet, alguns segundos de cautela podem evitar semanas de prejuízo.
Por Moisés Bambinetti Iza
Especial para publicação jornalística — segurança digital, proteção de dados e prevenção a fraudes online.
Ministério das Comunicações, Polícia Federal, Anatel, CTIR Gov e materiais oficiais de segurança digital do Governo Federal.
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